Top 10 JRPGs Modernos que todo fã de clássicos precisa jogar em 2026
Para muitos jogadores, a “Era de Ouro” dos JRPGs (Japanese Role-Playing Games) ficou presa nos anos 90, com títulos lendários como Final Fantasy VI, Chrono Trigger e Dragon Quest V.
No entanto, ao olharmos para o cenário de 2026, percebemos que o gênero não apenas sobreviveu, mas floresceu em uma nova era de criatividade.
Os JRPGs modernos conseguiram algo que parecia impossível: manter a alma dos sistemas de turnos e narrativas épicas, enquanto abraçam tecnologias de ponta e melhorias de qualidade de vida que tornam a experiência muito mais fluida.
Se você é um fã de longa data que sente falta da profundidade estratégica e das histórias que duram 80 horas, esta lista é para você.
Selecionamos 10 títulos que capturam perfeitamente essa nostalgia, mas com o polimento que os consoles e PCs atuais exigem.
1. Persona 5 Royal: A Perfeição do Estilo e Substância
Não há como falar de JRPGs modernos sem mencionar Persona 5 Royal.
Ele é o exemplo máximo de como um sistema de combate por turnos pode ser ágil, estiloso e extremamente satisfatório.
A narrativa, que mistura a vida escolar cotidiana com a exploração de “Palácios” metafísicos, ressoa com a profundidade psicológica que víamos nos clássicos da era PS1.
A trilha sonora de Shoji Meguro e a interface de usuário (UI) são, sozinhas, lições de design que influenciaram toda a indústria nos últimos anos.
2. Octopath Traveler II: A Evolução do HD-2D
Se você sente falta dos sprites de 16 bits, a série Octopath Traveler é o seu porto seguro.
O estilo visual “HD-2D” combina personagens em pixel art com cenários tridimensionais e efeitos de iluminação modernos.
O segundo jogo da franquia refinou a narrativa, permitindo que as histórias dos oito protagonistas se cruzassem de forma mais orgânica.
O sistema de “Break” e “Boost” no combate traz uma camada estratégica que lembra os melhores momentos de Bravely Default e Final Fantasy V.
3. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age
Este é, talvez, o JRPG mais “puro” da lista. Dragon Quest XI não tenta reinventar a roda; ele tenta ser a melhor versão possível da roda que já conhecemos.
Com o design de personagens do saudoso Akira Toriyama, o jogo é uma jornada épica clássica sobre o bem contra o mal.
A versão “S” permite que você jogue o jogo inteiro em modo 2D, transformando-o instantaneamente em um clássico do Super Nintendo em termos visuais, o que é um presente inestimável para os saudosistas.
4. Shin Megami Tensei V: Vengeance
Para quem prefere uma dificuldade elevada e temas mais sombrios, SMT V: Vengeance é obrigatório.
Diferente de Persona, aqui o foco é quase total na exploração de um mundo pós-apocalíptico e na fusão de demônios.
O sistema de combate “Press Turn” pune erros de forma severa, exigindo que o jogador domine as fraquezas elementais — algo que discutimos profundamente em nosso Guia de Tipos Pokémon, já que as lógicas de fraquezas são fundamentais em ambos os gêneros.
5. Xenoblade Chronicles 3: Escala e Emoção
A série Xenoblade redefiniu o que significa “mundo aberto” em um JRPG.
O terceiro título da franquia entrega uma das histórias mais emocionantes e maduras da última década, focada em temas como vida, morte e o legado que deixamos.
Embora o combate seja em tempo real com foco em posicionamento e “auto-attacks”, a profundidade do sistema de classes e a escala dos cenários evocam a mesma sensação de descoberta que tínhamos ao explorar o mapa-múndi de um Final Fantasy VII original.
6. Yakuza: Like a Dragon / Infinite Wealth
A SEGA tomou uma decisão ousada ao transformar sua franquia de ação em um JRPG de turnos, e o resultado foi brilhante.
Ichiban Kasuga é um protagonista que ama Dragon Quest, e o jogo usa isso para criar uma metalinguagem incrível.
O combate é criativo, usando o ambiente urbano de forma dinâmica.
É a prova de que o gênero pode se passar no mundo moderno e ainda assim manter toda a magia e a estranheza dos RPGs de fantasia.
7. Sea of Stars: O Herdeiro Espiritual de Chrono Trigger
Embora seja um jogo de um estúdio ocidental (Sabotage Studio), Sea of Stars é uma carta de amor aos JRPGs da era 16 bits.
Com trilha sonora que conta com a participação de Yasunori Mitsuda (compositor de Chrono Trigger), o jogo apresenta um sistema de combate sem transições e puzzles ambientais que lembram Golden Sun.
É um título essencial para quem busca uma experiência mais curta, mas extremamente polida e charmosa.
8. Final Fantasy VII Rebirth
A segunda parte do projeto de remake de FFVII é uma obra monumental.
Ele consegue expandir o mundo de Gaia de uma forma que o jogo original de 1997 apenas sugeria.
O sistema de combate híbrido, que mistura ação em tempo real com o menu de comandos clássico (ATB), é considerado por muitos como o ápice da evolução da franquia.
É um jogo que exige um hardware potente para ser apreciado em toda a sua glória visual.
9. Tales of Arise: Ação e Narrativa Cinematográfica
A série Tales of sempre foi conhecida pelo seu combate de ação, mas Arise elevou a produção a um novo patamar.
Com um sistema de progressão sólido e uma história que aborda temas de opressão e liberdade, o jogo é uma excelente porta de entrada para quem acha os turnos tradicionais muito lentos, mas ainda quer a profundidade de sistemas de um JRPG clássico.
10. Metaphor: ReFantazio
Dos mesmos criadores de Persona 3, 4 e 5, Metaphor é a incursão da Atlus na fantasia medieval.
O jogo utiliza um sistema de calendário similar ao de Persona, mas em um contexto de intriga política e sucessão real.
O design artístico é único, misturando elementos de pinturas clássicas com estética anime moderna. É, sem dúvida, um dos títulos mais inovadores do gênero em 2026.
Onde Jogar e Como Economizar?
Muitos desses títulos são jogos de alto orçamento e, como discutimos em nosso artigo sobre por que os jogos AAA estão ficando mais caros, o investimento inicial pode ser alto.
No entanto, vários deles, como Persona 5 Royal e Yakuza: Like a Dragon, entram e saem frequentemente de serviços de assinatura.
Vale a pena conferir se o Game Pass ainda compensa para você antes de comprar cada um individualmente.
Além disso, se você planeja jogar esses títulos em um console portátil como o Switch ou o Steam Deck, lembre-se da importância de usar cartões SD originais para evitar tempos de carregamento lentos ou perda de dados em jogos que podem passar facilmente das 100 horas de duração.
Conclusão: Uma Nova Era de Ouro
Os JRPGs modernos provaram que o gênero é atemporal.
Eles não são apenas substitutos para os clássicos, mas evoluções que respeitam o passado enquanto olham para o futuro.
Seja através do visual HD-2D de Octopath Traveler ou da grandiosidade cinematográfica de Final Fantasy VII Rebirth, nunca houve um momento melhor para ser fã de RPGs japoneses.
Escolha um título desta lista, prepare o café e prepare-se para uma jornada inesquecível.
O mundo dos JRPGs em 2026 é vasto, emocionante e, acima de tudo, respeita a inteligência e a paixão do jogador.
Para mais recomendações e análises técnicas, continue acompanhando o Master Carrer.
Se você está em dúvida sobre qual plataforma escolher para essas jornadas, veja nosso comparativo entre Switch OLED e Switch Lite.
Para listas completas e notas da crítica, recomendamos sites como o Metacritic e o RPG Site, que são referências mundiais no gênero.
