O Xbox One em 2025: como ele envelheceu e qual é o lugar dele hoje na sala de estar

Quando o Xbox One foi lançado, a ideia de “all-in-one entertainment” parecia o futuro: TV, jogos, apps, mídia, tudo passando por uma mesma caixa debaixo da sua televisão. Anos depois, com Series S, Series X, cloud gaming, PCs compactos e até TVs rodando apps de streaming de jogos, é fácil olhar para o Xbox One e pensar: onde esse console ainda se encaixa?

A resposta não é tão simples quanto “virou peça de museu”. Em 2025, o Xbox One ocupa um espaço curioso:

  • Ele é velho o bastante para sofrer com versões mais pesadas de jogos;
  • Mas ainda jovem o suficiente para rodar boa parte da biblioteca de Xbox, incluindo clássicos retrocompatíveis;
  • E, em muitas casas, segue sendo o “console da sala” porque simplesmente ainda funciona.

Este texto é sobre isso: como o Xbox One envelheceu, o que ele ainda faz bem, onde ele sofre, e em que tipo de rotina faz sentido mantê-lo vivo na sala em vez de aposentá-lo de vez.


Como o Xbox One envelheceu em termos de jogos

O primeiro ponto é direto: em jogos, o Xbox One envelheceu de forma desigual.

  • Em alguns títulos otimizados e bem pensados para a geração dele, ainda entrega uma experiência tranquila;
  • Em jogos multiplataforma mais recentes, com foco em Series S/X e PS5, ele sobrevive mais como “porta de entrada mínima” do que como plataforma principal.

Onde ele ainda se sustenta

O Xbox One continua confortável em:

  • Jogos da própria geração dele que nunca exigiram tanto assim de CPU e GPU;
  • Indies, jogos de plataforma, roguelikes, jogos de corrida menos exigentes;
  • Retrocompatibilidade com títulos do Xbox 360 e até do Xbox clássico em alguns casos.

Para quem:

  • Tem backlog enorme de jogos antigos;
  • Gosta de revisitar clássicos;
  • Ou não faz questão de 4K e 60 FPS em tudo,

o Xbox One ainda tem fôlego como máquina de catálogo.

Onde ele começa a mostrar a idade

O desgaste aparece forte em:

  • Jogos recentes que priorizam as versões de nova geração;
  • Ports que rodam com:
    • Resoluções baixas;
    • Texturas simplificadas;
    • Tempos de loading longos;
    • Taxas de quadro instáveis.

Nesses casos, o Xbox One vira uma espécie de “modo low spec oficial”:

  • O jogo roda, mas não é a melhor forma de viver aquela experiência;
  • A diferença para um Series S, por exemplo, é clara tanto na fluidez quanto na nitidez.

Sistema, interface e sensação de uso em 2025

Outra parte do envelhecimento é menos falada, mas pesa no dia a dia: o sistema e a interface.

O Xbox One ainda:

  • Recebeu por anos a mesma filosofia de dashboard do ecossistema Xbox;
  • Ganhou atualizações que ajustaram menus, loja, navegação.

Mas:

  • O hardware interno é limitado para padrões atuais;
  • A sensação de trocar de app, abrir loja, pular de jogo para streaming pode ser:
    • Mais lenta;
    • Menos responsiva;
    • Com pausas perceptíveis.

Se você estiver acostumado a:

  • Um Series S/X;
  • Um bom PC;
  • Ou até uma TV recente rápida com apps diretos,

voltar para o Xbox One pode parecer quase voltar uma geração em experiência de interface.


Xbox One como máquina de mídia em vez de console principal

Um papel em que o Xbox One envelheceu relativamente bem é o de máquina de mídia:

  • Apps de streaming (quando ainda suportados);
  • Reprodução de Blu-ray (nos modelos com drive);
  • Uso como centro de entretenimento na sala.

Para alguém que:

  • Não tem TV com sistema inteligente decente;
  • Não quer ligar um PC na sala;
  • E ainda tem uma coleção de discos físicos,

ele consegue ser um bom “hub” barato.

O problema é que:

  • Alguns apps param de receber suporte com o tempo;
  • Atualizações podem deixar a experiência mais pesada;
  • O custo energético e de espaço, às vezes, não compensa se você só quer ver streaming simples.

Convivência com a nova geração: Series S/X como herdeiros naturais

Na prática, em 2025, o Xbox One existe no mesmo ecossistema que:

  • Xbox Series S;
  • Xbox Series X;
  • Cloud gaming em múltiplos dispositivos.

Isso muda a pergunta de “o Xbox One ainda presta?” para “o que eu perco ou ganho ficando com ele?”.

Vantagens de mantê-lo ativo

  • Você já tem o console, sem novo investimento;
  • Ele roda seu backlog e biblioteca comprada;
  • Ele pode virar um “console secundário”:
    • Para outro cômodo;
    • Para visitas;
    • Para crianças jogarem sem mexer no console principal.

Limites claros

  • Jogos novos vão, pouco a pouco, deixar de suportar a geração antiga;
  • A qualidade de ports tende a cair com o tempo;
  • Alguns recursos de sistema, integração e otimização vão ser pensados primeiro para Series S/X.

Manter o Xbox One como única máquina de jogos na casa, em 2025, é possível, mas exige:

  • Menos expectativa com lançamentos;
  • Mais foco em backlog e catálogo antigo;
  • Paciência com loadings e limitações técnicas.

O lugar do Xbox One como “console secundário” na casa

Um uso em que o Xbox One envelhece bem é como segundo console.

Ele funciona bem como:

  • Máquina da sala quando o console principal está em outro cômodo;
  • Console “de família” para jogos cooperativos locais, jogos de corrida arcade, party games;
  • Ponto de acesso fácil a streaming de mídia em uma TV secundária.

Isso faz sentido em casas onde:

  • Alguém já tem um Series S/X no quarto ou escritório;
  • O Xbox One foi aposentado do papel de titular, mas ainda funciona perfeitamente.

Em vez de vender por um valor baixo, transformar o Xbox One em aparelho fixo de outra TV às vezes rende mais utilidade prática do que dinheiro.


O que o envelhecimento do Xbox One ensina sobre ciclos de hardware

Olhar para o Xbox One hoje também serve para ler os ciclos de hardware de console em geral:

  • A primeira metade da vida é marcada por:
    • Otimização dedicada;
    • Jogos pensados especificamente para o limite daquela máquina;
  • A segunda metade é:
    • Sobre sobreviver a transições de geração;
    • Sobre retrocompatibilidade;
    • Sobre virar, aos poucos, um “PC de entrada” fixo.

No caso do Xbox One:

  • Ele começou com uma proposta muito ambiciosa de entretenimento total;
  • Foi ofuscado por concorrência e pelas próprias revisões da Microsoft;
  • Acabou encontrando valor de longo prazo na:
    • Retrocompatibilidade;
    • Integração com o ecossistema Xbox;
    • Capacidade de continuar rodando uma tonelada de jogos.

Ainda vale comprar ou manter um Xbox One em 2025?

Depende mais do contexto do que do hardware em si.

Quando ainda faz sentido

  • Você encontra um Xbox One por um preço muito baixo, com controles em bom estado;
  • Quer montar um setup barato em uma TV secundária;
  • Seu foco são:
    • Jogos da geração dele;
    • Retrocompatíveis;
    • Game Pass (enquanto o suporte permanecer).

Quando é melhor ir direto para Series S

  • Você não tem console nenhum hoje;
  • Quer jogar lançamentos por mais tempo;
  • Liga para:
    • Menos loadings;
    • Resoluções melhores;
    • Versões de jogos pensadas já para nova geração.

Nesse cenário, o Series S é o sucessor natural do Xbox One como “caixa acessível debaixo da TV”.


Conclusão: um console que envelhece como peça de transição

O Xbox One, em 2025, não é mais o protagonista da sala — mas também não é só um peso morto tecnológico.

Ele sobrevive como:

  • Porta de entrada para quem quer explorar a biblioteca Xbox sem gastar muito;
  • Centro de mídia e máquina de catálogo em TVs secundárias;
  • Console de família para jogos cooperativos e backlog.

Ele sofre em:

  • Ports recentes;
  • Experiência de sistema mais lenta;
  • Comparação direta com Series S/X.

Mas, como acontece com muitos consoles de geração anterior, o valor dele hoje está menos em correr atrás da novidade e mais em sustentar o que ele já faz bem: entregar jogos e experiências que, para muita gente, ainda são mais do que suficientes no dia a dia.

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