Catherine Full Body – como sobreviver às primeiras noites (sem travar nos blocos)
Muita gente larga Catherine Full Body logo nas primeiras noites.
Não é porque a história não pega.
É porque o jogo te joga num pesadelo de blocos, tempo e pânico, e se você tentar jogar como se fosse plataforma normal, você derrete.
Este guia é pra você:
- que começou Catherine,
- gostou do clima de bar, mensagens, dublagem,
- mas está travando nos primeiros pesadelos e pensando em desistir.
A ideia aqui é:
- explicar a mentalidade dos puzzles (como o jogo quer que você pense),
- te dar técnicas básicas (staircase, puxar/emparelhar blocos, pendurar nas bordas),
- e algumas atitudes pra não entrar em pânico com o cronômetro e os chefes.
Sem falar de finais ainda, só sobreviver às primeiras noites.
1. Pare de pensar como plataforma, comece a pensar como quebra-cabeça
Erro mais comum:
“Vou pular pra lá, depois pra lá, subir aqui, etc.”
Catherine não é sobre “pulo perfeito”.
É sobre reposicionar o cenário.
A regra de ouro:
- Você não “procura um caminho pronto”.
- Você constrói a escada que quer subir.
Cada bloco que você:
- puxa,
- empurra,
- desloca,
muda todo o layout da parede.
Quando você sente que “não tem saída”, quase sempre é porque:
- você não mexeu o suficiente nos blocos de baixo,
- ou está preso à ideia de seguir só uma coluna.
Treina pensar assim:
“O que eu posso mover aqui embaixo pra criar degraus mais acima?”
2. Conheça (e abuse) da técnica básica de escada – “staircase”
Quase todo puzzle nas primeiras noites pode ser resolvido com variações de uma ideia:
- Fazer uma escadinha de blocos.
Pense numa escada simples:
- Bloco 1 no chão,
- Bloco 2 um passo acima e à direita/esquerda,
- Bloco 3 outro passo acima,
- etc.
Em Catherine, você cria isso:
- Puxa um bloco pra frente da parede.
- Sobe nele.
- Puxa outro bloco à frente do anterior, um nível acima.
- Repete.
O jogo até ensina isso nos confessionários e nos vídeos de técnica entre estágios, mas a chave é:
- não tratar como truque isolado,
- e sim como base de quase tudo.
Se na dúvida:
- puxa blocos pra fora,
- tenta formar “meias escadas” e vê como o cenário responde.
3. Aprenda a usar a borda: pendurar, contornar, respirar
Outra mecânica essencial que o jogo não grita o suficiente:
Você pode se pendurar nas bordas dos blocos.
Isso significa que:
- quando parece que a coluna acabou,
- você pode:
- pendurar na lateral,
- contornar pro lado,
- encontrar outras superfícies.
Na prática:
- Subiu até um ponto e vê um bloco do lado mais alto que você não alcança direto.
- Se conseguir pendurar na lateral do bloco mais baixo,
- Pode dar a volta e subir por trás ou pela lateral,
- Descolando novas posições pra montar escadas.
Use isso como “respiro”:
- Quando o chão desmorona,
- ou o chefe está vindo por baixo,
- às vezes a solução não é subir reto, é ir pros lados agarrado na borda, e reconstruir a escada a partir dali.
4. Não tenha medo de “bagunçar” os blocos lá embaixo
Muita gente fica com medo de:
- mover blocos do nível mais baixo,
- “desmontar” uma parte que parecia arrumada.
Só que Catherine recompensa quem experimenta.
Regrinha mental:
- Se você subir um pouco e:
- chegar num lugar sem saída,
- com tudo plano e sem degraus,
em vez de insistir:
- Desce um pouco,
- Mexe nos blocos de base,
- Cria novos degraus,
- Sobe de novo.
É quase como resolver um cubo mágico:
não adianta só tentar girar a face de cima, você tem que mexer na estrutura.
5. Chefes das primeiras noites: olhe menos pra eles, mais pros blocos
Os bosses-pesadelo das primeiras noites (tipo o bebê gigante, etc.) existem pra:
- te distrair,
- te colocar pressão,
- te fazer pular errado porque ficou com medo.
Duas atitudes que ajudam demais:
- Olhe 80% do tempo pros blocos, não pro chefe
- Seu foco é:
- ver onde dá pra puxar,
- criar escada,
- encontrar rota lateral.
- O chefe é barulho, não problema principal.
- Seu foco é:
- Trate o ataque do chefe como tempo de reação, não como “fim do mundo”
- Quando ele prepara um ataque:
- usa esse momento pra:
- puxar um bloco,
- subir um degrau,
- reposicionar.
- usa esse momento pra:
- Só se desespera se o golpe for realmente inevitável e estiver muito perto.
- Quando ele prepara um ataque:
Quase sempre, a melhor resposta a um chefe em Catherine é:
“Subir mais rápido e melhor”,
não “ficar tentando desviar que nem jogo de ação”.
6. Use os itens sem vergonha (especialmente nas primeiras noites)
Catherine não é um jogo que espera que você seja perfeito:
- Ele te dá itens justamente pra te ajudar a sair do aperto.
Alguns itens úteis no começo:
- Itens de criar blocos extras,
- Itens que te permitem subir mais rápido,
- Coisas que removem/travam armadilhas.
Se você sente que está travando:
- pegar um item e usá-lo em situação crítica não é trapaça;
- é o jogo dizendo: “você ainda está aprendendo o idioma dos blocos, toma aqui um empurrão.”
Melhor usar item e continuar jogando do que bater a cabeça em repetição infinita e não ver o resto da história.
7. Não tenha medo de ajustar a dificuldade (Safety/Assist) no começo
Catherine Full Body trouxe opções novas de dificuldade:
- Safety
- Assist
Muito se fala sobre “tirar a graça” do jogo, mas pra quem:
- está começando,
- não é acostumado com puzzle sob pressão,
- e quer principalmente viver a história,
pode ser uma boa:
- usar uma dificuldade mais amigável nas primeiras noites,
- depois, se quiser, subir a dificuldade quando se sentir mais seguro com:
- staircase,
- bordas,
- leitura do cenário.
Não precisa cair direto no modo que “joga por você”, mas:
- reduzir um pouco a pressão do cronômetro,
- ou ter assistência leve,
pode ser a diferença entre abandonar o jogo e descobrir que você gosta dele.
8. Trate cada noite como treino, não só como “fase”
Uma coisa que muda bastante a sua relação com Catherine:
- pensar em cada noite não só como “mais uma fase”,
- mas como treino de técnica.
Exemplo de mentalidade:
- “Essa noite eu vou focar em:
- usar mais borda,
- testar mais rota lateral,
- usar pelo menos 1 item se eu travar.”
Em vez de sentir que o jogo te odeia, você passa a sentir que:
está aprendendo um idioma diferente – o jeito Catherine de pensar.
E quando esse clique acontece, o jogo deixa de ser só punitivo e vira um dos puzzles mais satisfatórios que você já jogou.
Se você curte jogos que misturam mecânica desafiadora com temas adultos, também vale dar uma olhada no texto sobre como aprender a usar o Pokégear de verdade em Pokémon Gold, que mostra como um simples “menu” muda completamente a forma de se relacionar com o mundo do jogo.

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