Melhores Classes Dragon Quest III HD-2D: Lista para Iniciantes
Montar o time em Dragon Quest III HD-2D é aquele tipo de decisão que parece simples no início… até você perceber que escolheu três Magos e agora apanha para um grupo de slimes. O jogo te dá uma liberdade enorme logo cedo, e isso é ótimo – mas também é fácil se enrolar se você vem de RPGs mais “guiados”.

Este guia é para quem está começando agora e quer uma base sólida: nada de combinações mirabolantes que só funcionam no nível 40 com três trocas de classe. Aqui a ideia é mostrar as Melhores Classes em Dragon Quest III HD-2D para iniciantes, com foco em:
- time equilibrado;
- progressão tranquila do começo ao fim;
- escolhas que não punem quem está conhecendo a série agora.
Se você quer chegar nos créditos sem sofrer toda batalha comum, vamos montar esse grupo direito.
Como funciona o sistema de classes em Dragon Quest III HD-2D
Antes de sair criando personagem no bar da cidade, vale entender o básico do sistema.
Você sempre começa com o Herói (Hero), que é uma classe fixa. Ele é meio “faz-tudo”: bate bem de espada, aprende magias ofensivas e de suporte e ainda equipa algumas das melhores armas do jogo. Você não mexe na classe dele, então a grande decisão é: quem vai acompanhar esse Herói?
Logo no início, você pode recrutar até três aliados em Patty’s Party Planning Place. Aí vem a dúvida: Guerreiro? Mago? Ladrão? Monge?
Mais pra frente, no Dharma Temple, você desbloqueia a troca de classe (o famoso “reclass”). Quando um personagem muda de classe:
- ele volta para o nível 1;
- mantém todas as magias que aprendeu;
- mantém metade dos atributos acumulados.
É aqui que nascem as builds quebradas de endgame, mas se você está começando agora, não precisa se preocupar com isso ainda. Para iniciantes, o mais importante é:
Montar um time que funcione muito bem antes de você precisar pensar em trocar de classe.
As 5 melhores classes para começar
Essas são as classes que entregam resultado desde cedo e continuam úteis até o final, sem exigir que você conheça tudo de cabeça.
1. Guerreiro (Warrior)
O Guerreiro é aquele amigo parrudo que você joga na frente justamente para ele apanhar no seu lugar.
Ele tem:
- o maior HP da party;
- defesa altíssima;
- acesso a armaduras pesadas e armas fortes.
Na prática, isso significa que ele aguenta porrada que mataria um Mago em um turno. Em lutas contra chefes, é comum ver o Guerreiro tomando um crítico e sobrando com meia vida, enquanto o resto do grupo cairia na hora.
Ele também é seu principal damage dealer físico por boa parte do jogo. Quando ele pega uma arma decente, começa a derreter inimigo comum com um ataque só.
Como usar o Guerreiro se você é iniciante:
- coloque ele sempre na linha de frente;
- priorize os melhores escudos, armaduras e capacetes para ele;
- se tiver dúvida de quem equipar com a arma mais forte, a resposta quase sempre é o Guerreiro.
Mais pra frente, se você quiser brincar com troca de classe, dá para transformar um Guerreiro em Paladino ou outra classe que mantenha o HP alto e ganhe mais utilidade. Mas mesmo “puro”, ele já cumpre seu papel perfeitamente.
2. Mago (Mage)
O Mago é o oposto do Guerreiro: frágil, mas absurdamente útil.
Nos primeiros níveis, ele parece decepcionante. Pouco MP, magias fracas, morre com qualquer sopro mais forte. Mas basta ele aprender algumas magias de área que o jogo muda de figura:
- grupos inteiros de inimigos começam a sumir em 1 ou 2 turnos;
- encontros aleatórios que durariam 6 rodadas viram “limpa e segue”.
Ele também ganha magias de controle de status (sono, paralisia, etc.), que salvam a vida contra grupos grandes ou monstros mais fortes que o normal.
Como usar o Mago sem passar raiva:
- deixe ele sempre no fundo da formação;
- equipe qualquer coisa que aumente MP e resistência mágica;
- use-o para deletar encontros perigosos ou explorar fraquezas elementais de chefes.
Mais adiante, transformar um Mago em Sábio (Sage) é uma das melhores decisões do jogo: você carrega todo o arsenal ofensivo dele e ainda ganha magia de cura.
3. Clérigo (Priest / Cleric)
O Clérigo é o personagem que faz a diferença entre “jogo divertido” e “jogo em que você vive voltando para a cidade”.
Ele:
- aprende magias de cura cedo;
- mantém a party de pé em lutas longas;
- limpa status chatos (veneno, sono, maldição);
- ainda tem algumas magias úteis contra mortos-vivos.
Você até pode tentar jogar sem curandeiro fixo, mas vai gastar muito mais item, voltar mais para a igreja e se frustrar com chefes mais longos.
Como usar o Clérigo de forma eficiente:
- deixe sempre na retaguarda;
- priorize equipamentos que aumentem resistência e MP;
- não tenha medo de “gastar” magia de cura entre batalhas – é para isso que ele existe.
Mais tarde, assim como o Mago, o Clérigo brilha muito ao ser reclassificado para Sábio (Sage), juntando cura, suporte e ataque em um só personagem.
4. Ladrão (Thief)
O Ladrão não é a classe mais óbvia para iniciantes, mas fica difícil abrir mão dele quando você entende o valor que ele traz fora da batalha.
Ele se destaca por:
- alta Agilidade (quase sempre age antes dos outros);
- chance de encontrar itens após as lutas;
- habilidades para localizar baús e armadilhas.
Isso significa:
- mais itens raros sem precisar grindar tanto;
- mais ouro via drops;
- exploração de dungeon bem mais confortável.
Em combate, ele não bate tão forte quanto um Guerreiro nem tem a explosão de crítico de um Artista Marcial, mas se vira bem com adagas, chicotes e algumas armas específicas.
Usando bem o Ladrão:
- pense nele como “suporte de exploração” + off-damage;
- coloque na linha intermediária ou frente, com um bom equilíbrio entre esquiva e dano;
- aproveite a agilidade para finalizar inimigos fracos antes que eles ajam.
Depois, você pode transformar um Ladrão em Guerreiro ou Artista Marcial para herdar agilidade alta e ganhar mais poder de fogo.
5. Artista Marcial (Martial Artist)
O Artista Marcial é o canhão de vidro honesto: bate muito, apanha mais do que deveria.
Os pontos fortes:
- não depende tanto de arma cara pra causar dano;
- alta chance de golpes críticos;
- excelente agilidade.
Ele cresce bem ao longo do jogo e, com alguns níveis, passa a deletar inimigos comuns com ataques normais. O problema é que a defesa não acompanha – se ele virar alvo de chefes fortes sem proteção, cai rápido.
Como fazer o Artista Marcial funcionar:
- coloque ao lado do Guerreiro na linha de frente;
- pense nele como “executor” – ótimo para finalizar inimigos que o Guerreiro deixou com pouca vida;
- cuide para que ele não fique sem suporte de cura.
Se você quiser ousar mais tarde, transformar um Artista Marcial em outra classe mais robusta (ou em Sábio) resulta em monstros de status.
Exemplos de times fortes para iniciantes
Se você não quer complicar, aqui vão duas formações simples que funcionam do início ao fim.
Time 1 – o clássico equilibrado
- Herói (fixo)
- Guerreiro – tank + dano físico
- Mago – dano mágico + controle
- Clérigo – cura + suporte
O que você ganha:
- defesa sólida (Herói + Guerreiro);
- dano físico e mágico em boa quantidade;
- cura confiável para enfrentar chefes sem pânico.
É o time ideal para quem está jogando Dragon Quest III pela primeira vez.
Time 2 – explorador agressivo
- Herói
- Guerreiro
- Ladrão
- Clérigo
Aqui você abre mão do Mago no início, mas ganha:
- exploração muito mais gostosa (Ladrão encontrando itens e baús);
- ouro e drops em maior quantidade;
- rota de progressão tranquila, com foco em físico + cura.
Mais pra frente, você pode transformar o Ladrão em Mago ou outra classe ofensiva e ter um personagem híbrido bem interessante.
Conclusão: comece simples, melhore depois
As Melhores Classes em Dragon Quest III HD-2D para iniciantes não são necessariamente as mais “quebradas” do jogo – são as que permitem você:
- entender o sistema;
- sobreviver sem grind exagerado;
- ter resposta para quase qualquer tipo de encontro.
Herói + Guerreiro + Mago + Clérigo é quase sempre uma aposta segura. Se quiser um toque extra de exploração e loot, o Ladrão entra muito bem no lugar do Mago, desde que você esteja disposto a pensar em reclass mais pra frente.
Com o tempo, quando você já estiver confortável com o jogo, aí sim vale experimentar times mais exóticos, builds focadas em Sábio triplo, reclass múltiplo e outras loucuras.
E se você gosta desse tipo de guia voltado para quem está começando em JRPG mais clássico, vale emendar a leitura com a lista de 10 jogos curtos e viciantes para jogar no portátil. Ela é perfeita para quem quer algo mais leve entre uma dungeon e outra de Dragon Quest.
