Como usar o dodge (esquiva) em Resident Evil 3 do jeito certo
Se tem uma coisa que separa uma run “tensa, mas controlada” de uma run “pânico e munição no lixo” em Resident Evil 3, é o dodge. A esquiva não é só um truque bonito: ela é uma ferramenta prática para economizar cura, evitar dano bobo e manter seu ritmo quando o jogo começa a apertar.
No entanto, muita gente tenta usar o dodge como se fosse um botão de invencibilidade. Aí dá ruim. Portanto, a ideia deste guia é simples: te mostrar como esquivar com consistência, como treinar sem sofrimento e, principalmente, quando é melhor nem tentar.
O que é o dodge no Resident Evil 3 (e por que ele é tão importante)
O dodge é a mecânica que permite a Jill desviar de ataques com um movimento rápido. Quando você acerta o timing, você:
- evita dano,
- cria espaço,
- e, consequentemente, passa por situações que normalmente exigiriam trocar tiro ou gastar cura.
Além disso, a esquiva muda o “peso” do combate. Em vez de você pensar “vou limpar tudo”, você começa a pensar “vou atravessar sem perder recurso”. E esse é o mindset que combina com Resident Evil.
A regra de ouro: dodge não é para “fugir do susto”, é para prever o golpe
O erro mais comum é apertar o botão de esquiva quando já está tomando a porrada. Só que o dodge funciona melhor quando você trata o inimigo como um padrão:
- você observa a aproximação
- você espera o início do movimento do ataque
- você esquiva no momento em que o golpe “vem”
Assim, você para de jogar no reflexo desesperado e começa a jogar no tempo certo.
Como acertar o timing (o jeito mais fácil de entender)
Pensa no ataque do inimigo como uma frase com três partes:
- Preparação (ele “arma” o golpe)
- Execução (o golpe realmente sai)
- Recuperação (ele termina o movimento e abre espaço)
Você quer esquivar no começo da execução, não na preparação e nem tarde demais. Portanto:
- se você esquiva cedo, você gasta o movimento e ainda leva o hit;
- se você esquiva tarde, você é atingido durante a animação.
Consequentemente, o segredo é aprender a reconhecer o “clique” visual de quando o ataque foi disparado.
Como treinar dodge sem estragar sua run
Treinar durante a campanha é possível, mas você precisa de um método que não te custe cura e munição o tempo todo.
Método 1: treine com 1 inimigo isolado
Sempre que você tiver um corredor com um inimigo só, use como treino. Primeiro, não atire. Em seguida:
- provoque a aproximação,
- espere o ataque,
- tente esquivar,
- e recua para reposicionar.
Assim, você aprende o ritmo sem virar refém de multidão.
Método 2: treine com “objetivo pequeno”
Em vez de “vou esquivar sempre”, faça metas curtas:
- “vou acertar 3 esquivas hoje”
- “vou tentar esquivar de 1 tipo de ataque específico”
Dessa forma, você evolui sem se frustrar.
Método 3: aceite o erro como parte do aprendizado
Se você tentar transformar o dodge em obrigação, você vai errar e ficar irritado. Por outro lado, se você encarar como ferramenta que vai ficando mais consistente com o tempo, ele começa a aparecer naturalmente no seu jogo — e, de quebra, você passa a notar como pequenas diferenças de responsividade e “sensação do controle” mudam totalmente o resultado em jogos de ação (tem um texto bom sobre isso aqui: https://mastercarrer.com/minha-jornada-gamer-2025-parte-2/ .
Quando vale a pena esquivar (e quando é melhor não arriscar)
Aqui entra maturidade de gameplay. Porque, sim: às vezes o dodge é a melhor opção. No entanto, às vezes ele só cria risco desnecessário.
Vale a pena esquivar quando:
- você quer atravessar um corredor sem gastar munição;
- você está com pouca cura e não pode tomar dano;
- você precisa ganhar espaço rápido;
- você está sendo pressionado e precisa “quebrar” a aproximação.
É melhor NÃO esquivar quando:
- tem dois ou mais inimigos no seu “ângulo cego” (você pode esquivar para dentro do problema);
- o ambiente está apertado e você não tem para onde reposicionar;
- você está nervoso e apertando botão no susto (a chance de erro sobe);
- você já poderia resolver com uma solução segura (derrubar e passar, ou simplesmente correr).
Portanto, pense no dodge como um “plus” de eficiência — e não como único plano.
A técnica que mais ajuda: esquiva + reposicionamento (não esquiva + ataque automático)
Muita gente esquiva e imediatamente tenta atacar como se fosse “contra-ataque garantido”. Só que o melhor uso, na maioria das vezes, é:
- esquivar
- dar um passo/ângulo para reposicionar
- decidir: passa ou finaliza
Assim, você não se coloca de volta na mesma linha de perigo.
Além disso, essa sequência te ajuda a evitar o pior erro do RE3: gastar munição para resolver o que você poderia ter resolvido só com espaço.
Como não “viciar” na esquiva e perder controle
Quando o dodge começa a funcionar, ele dá confiança. No entanto, essa confiança pode virar vício: você começa a tentar esquivar de tudo e, consequentemente, se expõe.
Para evitar isso, use uma regra simples:
- se o dodge falhar duas vezes seguidas no mesmo trecho, muda de plano.
Ou você derruba o inimigo, ou você corre, ou você reposiciona. Dessa forma, você não fica preso numa tentativa teimosa que só consome cura.
Checklist rápido (pra você lembrar durante a jogatina)
- Espere o ataque “disparar” antes de esquivar.
- Treine com inimigo isolado, não no caos.
- Esquiva serve para economizar recurso, não para mostrar habilidade.
- Depois de esquivar, reposicione antes de decidir atacar.
- Se falhar duas vezes, muda de plano.
FAQ
O dodge é obrigatório em Resident Evil 3?
Não. No entanto, ele deixa o jogo mais confortável porque reduz dano e economiza recursos. Portanto, mesmo que você não vire “mestre”, aprender o básico já ajuda muito.
Como eu sei se estou esquivando cedo demais?
Se você esquiva e ainda assim toma o golpe, geralmente é porque você esquivou na fase de “preparação” do ataque. Assim, tente esperar um micro-momento a mais, até o movimento realmente vir.
Dá para jogar bem sem usar dodge toda hora?
Sim. Na verdade, usar com moderação costuma ser melhor. O ideal é tratar esquiva como ferramenta situacional, e não como padrão automático.
