Jogos que são arte: Por que jogar Obra Dinn e Hotline Miami

A discussão se jogos que são arte existe ou não já acabou faz tempo.

Afinal, quem jogou certas obras-primas sabe que o videogame pode emocionar tanto quanto um filme ou um livro.

No entanto, alguns títulos vão além.

Eles não apenas contam uma história bonita.
Pelo contrário, eles usam a interatividade para criar experiências que seriam impossíveis em qualquer outra mídia.

Por isso, se você está cansado da mesmice dos jogos de tiro e futebol, esta lista é para você.

Neste artigo, selecionamos títulos que desafiam sua mente e seus sentidos.

Então, abra a mente e prepare-se para experiências únicas.

1. Return of the Obra Dinn: O Detetive Sobrenatural

Se existe um exemplo perfeito de jogos que são arte, é este.

Criado por Lucas Pope (o mesmo de Papers, Please), este jogo é um quebra-cabeça visual.

O Conceito:
Você é um inspetor de seguros em 1807.
Seu trabalho é descobrir o destino dos 60 tripulantes do navio Obra Dinn, que reapareceu misteriosamente sem ninguém a bordo.

Por que é arte:
Primeiramente, o visual.
O jogo usa um estilo gráfico “1-bit” (apenas duas cores), imitando os computadores antigos dos anos 80.
É esteticamente deslumbrante.

Além disso, a mecânica é genial.
Você usa um relógio de bolso que te permite voltar no tempo e ver o exato momento da morte de cada pessoa.
Contudo, o jogo não te dá as respostas.
Você precisa deduzir quem é quem baseando-se em sotaques, roupas e onde eles estavam na cena.

Consequentemente, quando você resolve o destino de um tripulante, a sensação de inteligência é impagável.

2. Hotline Miami: A Violência Psicodélica

Do preto e branco para o neon estourado.

Hotline Miami é uma viagem alucinógena aos anos 80.

O Conceito:
Você recebe telefonemas misteriosos ordenando que você vá a certos endereços e mate todos lá dentro.
Você usa máscaras de animais que te dão habilidades especiais.

Por que é arte:
À primeira vista, parece apenas violência gratuita.
Entretanto, o jogo é uma crítica à própria violência nos videogames.
A música eletrônica pulsante te coloca em um estado de transe.

Dessa forma, você mata sem pensar, repetindo a fase dezenas de vezes.
Mas, quando a música para e você tem que voltar pelo cenário cheio de corpos, o jogo te força a ver o que você fez.
É perturbador e brilhante.

3. Paper Mario: The Origami King: O Charme do Papel

A Nintendo sabe fazer jogos que são arte como ninguém.

Embora pareça infantil, The Origami King é uma aula de direção de arte e humor.

O Conceito:
O Reino do Cogumelo foi invadido pelo Rei Olly, que quer dobrar todo mundo em origamis sem vontade própria.
Mario, que é de papel plano, precisa salvar o dia.

Por que é arte:
O mundo é inteiramente feito de papel, papelão e cartolina.
A física do papel é usada em tudo.
A água é papel ondulado, o fogo é papel crepom.

Além disso, o roteiro é um dos mais engraçados e emocionantes da franquia.
A história da Bob-omb (Bobby) vai te fazer chorar, garantido.
Se você quiser saber todos os segredos desse mundo, veja nosso guia sobre Toads escondidos em Paper Mario.

4. Gris: A Aquarela em Movimento

Se você quer mostrar para sua avó o que são jogos que são arte, mostre Gris.

É, sem dúvida, um dos jogos mais bonitos já feitos.

O Conceito:
Você controla uma jovem que perdeu a voz e está lidando com uma experiência dolorosa.
Não há inimigos, não há morte.
Apenas exploração e plataforma.

Por que é arte:
Cada fase representa um estágio do luto (negação, raiva, barganha, depressão, aceitação).
Inicialmente, o mundo é preto e branco.
À medida que você avança e supera traumas, as cores voltam ao mundo como se fossem pinceladas de aquarela.

A trilha sonora casa perfeitamente com o visual, criando uma experiência meditativa.

5. Outer Wilds: A Curiosidade Cósmica

Cuidado para não confundir com The Outer Worlds.

Outer Wilds é uma obra-prima da exploração espacial.

O Conceito:
Você é um astronauta em um sistema solar pequeno.
Você tem 22 minutos antes de o sol explodir e matar tudo.
Quando você morre, você acorda no início dos 22 minutos, mas com o conhecimento do que aprendeu.

Por que é arte:
O jogo não tem combate e não tem upgrades.
O único progresso é o seu conhecimento.
Você aprende como o universo funciona.

Por exemplo, para pousar no planeta gigante gasoso, você precisa aprender a ler os tornados.
É uma ode à ciência e à curiosidade humana.

Conclusão

Jogar videogame pode ser apenas um passatempo.

Mas, se você escolher os títulos certos, pode ser uma experiência transformadora.

Estes jogos que são arte provam que a mídia amadureceu.
Eles nos fazem pensar, sentir e, às vezes, chorar.

Portanto, na próxima vez que for comprar um jogo, dê uma chance para algo diferente.
Saia da zona de conforto do tiro e do futebol.

Você pode se surpreender com o que vai encontrar.

E se você gosta de explorar mundos incríveis, não deixe de conferir nosso guia sobre como aumentar a stamina em Shadow of the Colossus, outro jogo que é pura poesia visual.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Esses jogos são difíceis?
Depende. Hotline Miami e Return of the Obra Dinn são desafiadores e exigem reflexos ou raciocínio lógico. Já Gris e Paper Mario são mais acessíveis e focados na narrativa e exploração.

Onde posso jogar Return of the Obra Dinn?
Ele está disponível em praticamente todas as plataformas modernas: PC (Steam), PlayStation 4/5, Xbox One/Series e Nintendo Switch. A experiência é ótima em qualquer uma delas.

Hotline Miami é muito violento?
Sim, extremamente. O visual pixelado ameniza um pouco, mas o jogo contém cenas de violência explícita e temas pesados. Não é recomendado para crianças.

Outer Wilds tem final?
Sim, e é considerado um dos finais mais bonitos da história dos games. O objetivo do loop temporal é justamente descobrir como chegar a esse final.

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