Mario + Rabbids: armas e builds pouco exploradas que quebram o balanceamento

À primeira vista, Mario + Rabbids parece um jogo de estratégia leve, colorido, quase “inocente”.

A dificuldade existe, mas o ritmo é acessível e o foco está em posicionamento, cobertura e uso básico de habilidades.

Só que, como em todo bom jogo tático, existem armas e builds que, combinadas do jeito certo, simplesmente quebram o balanceamento. São combinações que:

  • transformam encontros difíceis em passeios;
  • tiram vantagem da IA dos inimigos;
  • abusam de efeitos de status, empurrões, combos de movimento e sinergias de heróis.

O detalhe é que muita gente passa pelo jogo sem experimentar essas opções a fundo.

Ou porque segue só o que o jogo “sugere”, ou porque não percebe o potencial escondido de certas armas e árvores de habilidades.

Neste texto, a ideia é explorar justamente essas builds pouco exploradas: setups que não são óbvios, mas que fazem o jogo parecer muito mais fácil do que deveria.


Por que o jogo permite builds tão fortes?

Mario + Rabbids foi pensado para ser:

  • acessível para quem nunca jogou XCOM/Fire Emblem da vida;
  • ao mesmo tempo, profundo o bastante para quem gosta de fuçar sistemas.

Para isso, o jogo:

  • dá liberdade na escolha de personagens;
  • oferece árvores de habilidades relativamente amplas;
  • traz armas com efeitos especiais (empurrão, queimadura, mel, vamp, pedra, etc.).

Quando você junta tudo isso e começa a olhar para:

  • sinergias entre habilidades passivas e ativas;
  • como os efeitos de armas se encadeiam;
  • como o movimento em campo pode ser abusado,

não é estranho encontrar combinações que escapam do “balanceamento médio” e criam situações quase injustas a favor do jogador.


Builds centradas em controle de campo: travando o inimigo no lugar

Uma das formas mais discretas de quebrar o balance é abusar de controle de campo em vez de puro dano.

Efeitos de status que travam o jogo

Armas com efeitos como:

  • Honey (Mel) – deixa o inimigo preso no lugar;
  • Freeze / Stone – bloqueia habilidades;
  • Ink – impede tiros,

quando usados em combo, geram lutas em que:

  • inimigos simplesmente não jogam;
  • ameaças grandes são neutralizadas turno após turno;
  • a IA entra num ciclo de “andar um pouco e ser travada de novo”.

Se você prioriza armas com esses efeitos e investe em habilidades que aumentam:

  • chance de aplicar o status;
  • alcance;
  • número de ações por turno,

acaba transformando o jogo em um xadrez em que só você move as peças com liberdade.


Builds de knockback e empurrão: dano extra “de graça”

Outra categoria de build pouco explorada, mas extremamente forte, é a que gira em torno de empurrões e knockback.

Por que empurrar é tão forte

Empurrar inimigos:

  • causa dano extra ao jogá-los fora de coberturas;
  • ativa dano de queda quando você joga alguém de uma plataforma alta;
  • pode forçar o inimigo a cair em posições péssimas, expondo‑o para o resto do time.

Com armas e habilidades que:

  • aumentam a chance de knockback;
  • permitem múltiplos dashs e saltos de equipe;
  • estendem o alcance de movimento,

você consegue:

  • transformar o campo em uma máquina de pinball;
  • tirar mais dano do cenário do que dos números base da arma;
  • eliminar inimigos sem sequer dar o “tiro principal” de alguns personagens.

Essa abordagem costuma ser subestimada por quem foca só em dano bruto, mas é justamente nela que o balanceamento começa a rachar.


Sinergias de suporte + explosão de dano: o turno perfeito

Outra forma de quebrar o jogo está em combinar buffs e debuffs para criar turnos em que você praticamente apaga metade do mapa.

Buffs de ataque, defesa e contra-ataque

Personagens com habilidades de:

  • aumento de ataque da equipe;
  • redução de dano recebido;
  • modo de vigilância / overwatch / hero sight,

quando alinhados com:

  • armas de alto dano base;
  • efeitos de status que enfraquecem a defesa inimiga,

criam situações em que:

  • cada tiro, dash e empurrão rende muito mais;
  • inimigos que tentam avançar são punidos automaticamente;
  • você resolve um encontro em 1 ou 2 turnos bem preparados.

É o tipo de build que exige um pouco mais de planejamento, mas, uma vez que você encaixa a sequência certa, muitos mapas perdem o desafio que deveriam ter.


Builds que abusam de mobilidade: “Joga bonito” e mata sem ser atingido

Mario + Rabbids recompensa movimento inteligente. Pular, dar dash, usar cover e se reposicionar são ações centrais.

Alguns jogadores, porém, não percebem o quanto dá para abusar disso.

Mobilidade como arma principal

Ao investir pesado em:

  • aumento de alcance de movimento;
  • número de dashs possíveis por turno;
  • alcance dos saltos de equipe,

você pode:

  • atravessar o mapa em pouquíssimos turnos;
  • eliminar grupos inteiros só com dash + empurrão + dano de queda;
  • escapar facilmente de zonas de perigo, lasers, bombas e inimigos suicidas.

Quando combinada com armas que complementam esse estilo (como aquelas que funcionam bem a média distância ou têm efeitos de controle), a mobilidade extrema transforma o jogo em um “puzzle de dano gratuito”.

Você praticamente luta sem dar chance do inimigo se organizar.


Armas “esquisitas” que ficam absurdas com a build certa

Algumas armas parecem fracas ou estranhas num primeiro contato, mas brilham quando você monta a build ao redor delas.

Efeitos que escalam com repetição

Armas com:

  • alto chance de status, mesmo com dano base menor;
  • áreas de efeito pequenas, mas fáceis de encaixar com mobilidade;
  • “desvantagens” que desaparecem quando combinadas com suporte (cura, escudos, etc.),

podem ser transformadas em:

  • ferramentas de controle absoluto do campo;
  • setups para combos futuros (empurrar para perto de uma explosão, travar inimigos em linha, etc.);
  • maneiras de desativar elites e chefes por vários turnos.

O segredo está em olhar menos para o número seco de dano e mais para:

  • o que essa arma faz com o posicionamento do inimigo;
  • como ela conversa com as habilidades do resto do time;
  • que tipo de turno futuro ela abre para você.

É aí que nascem muitas das builds pouco exploradas e quebradas.


Por que tantos jogadores não descobrem essas builds

Alguns motivos:

  • o jogo é totalmente zerável com setups “normais”;
  • a dificuldade padrão não obriga o jogador a experimentar extremos;
  • muita gente segue armas e habilidades “óbvias” (maior dano, mais HP) e para por aí;
  • a estética fofinha engana: poucos vão com mentalidade de “quebrar o meta”.

Quem resolve ir além do básico – testando combinações bizarras, repetindo fases com outros times, focando em efeitos de status – acaba encontrando essas brechas de balanceamento.


Quebrar o jogo também é uma forma de jogar

“Quebrar” o balanceamento de Mario + Rabbids com armas e builds pouco exploradas não é necessariamente algo ruim. Pode ser:

  • uma forma de se divertir depois de terminar o jogo “normalmente”;
  • um jeito de revisitar fases com outro olhar, quase como speedrun tático;
  • uma maneira de entender melhor os sistemas por trás do visual fofinho.

No fim, o fato de que essas builds existem mostra que:

  • o jogo tem mais profundidade do que parece;
  • as armas foram pensadas para permitir estilos diferentes;
  • há espaço tanto para quem quer desafio “justo” quanto para quem gosta de achar combinações absurdas.

Se você já terminou Mario + Rabbids e sentiu que o jogo estava “fácil demais”, talvez não seja hora de aumentá-lo de dificuldade em outro título, mas de voltar e ver o quanto dá para entortar as regras só mexendo em armas, habilidades e movimentação.

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