Minha Primeira Postagem e a Jornada Pelos Games Que Acompanharam Meu 2025 – Parte 1
Há algo de mágico em olhar para trás e perceber como os games que jogamos acabam se tornando marcos do nosso próprio ano.
Alguns são apenas passatempos rápidos; outros, experiências que ficam gravadas como páginas de um diário. E foi com essa vontade de registrar tudo — e de começar um novo espaço de reflexão — que decidi criar este blog.
Sim, este é o meu primeiro post. E mais do que uma simples lista, ele é um registro afetivo das aventuras digitais que me acompanharam ao longo de 2025.
Um ano de redescobertas, de partidas compartilhadas com minha filha, de nostalgia, de desafios, e de mergulhos emocionais em universos que, de alguma forma, disseram algo sobre mim.
🎮 O redescobrir de mundos conhecidos
Começo com um dos primeiros jogos que revisitei este ano: Metroid: Samus Returns (3DS).
Samus sempre foi uma figura que me inspira — independente, determinada, silenciosa.
Voltar a explorar as cavernas labirínticas de SR388 me trouxe aquele sentimento raro de isolamento e conquista, onde cada avanço parece uma vitória pessoal. É curioso como, mesmo anos depois, o game continua moderno. Rejogar Samus Returns me fez lembrar por que amo videogames: eles conseguem transformar silêncio em tensão, e exploração em recompensa.
Na sequência, mergulhei em Zelda: Ocarina of Time 3D — um clássico que parece resistir ao tempo. Reencontrar Hyrule em 2025 foi como visitar uma velha cidade de infância.
Ainda que o impacto não seja o mesmo da primeira vez, é impossível não se emocionar ao tocar novamente a Ocarina e lembrar por que esse jogo se tornou uma das maiores obras da história.
🧩 O prazer das táticas e a força da memória
Em seguida, uma dose de estratégia com Fire Emblem: Awakening.
O charme desse jogo está na forma como ele faz você se importar com cada personagem — a ponto de sofrer quando um deles cai em batalha. Entre as mecânicas inteligentes e os laços que se formam, Awakening me fez pensar sobre decisões e consequências — tanto no campo de batalha quanto fora dele.
Depois, um salto para o portátil R36S, um pequeno tesouro retrô que me fez revisitar clássicos que moldaram minha paixão por videogames.
Entre eles, o nostálgico Breath of Fire III, que carrega uma melancolia e uma beleza simples difícil de encontrar nos RPGs de hoje. Reviver essa jornada foi como abrir um velho álbum de fotos: cada trilha sonora, cada diálogo me transportava para um tempo mais simples, em que jogar era sinônimo de sonhar.
E se a nostalgia tinha um rosto mais alegre, ele era o de Kirby’s Adventure. Rejogar esse clássico da Nintendo, agora com a minha filha, foi uma das experiências mais especiais do ano. Ver seus olhos brilhando enquanto derrotávamos chefes juntos me fez entender que, às vezes, o verdadeiro sentido dos jogos está em compartilhá-los.
👨👧 Jogando junto é ainda melhor
E falando em momentos compartilhados, poucos jogos capturaram essa alegria como Mario Kart 8 (Switch) e Nintendogs (3DS).
Com Mario Kart, as risadas eram garantidas — especialmente quando minha filha me ultrapassava na última curva com uma casca azul (algo que, admito, aconteceu mais vezes do que eu gostaria).
Já Nintendogs trouxe uma diversão diferente: cuidar, brincar e rir juntos das reações dos filhotes virtuais. Talvez o jogo não tenha o mesmo brilho técnico de antigamente, mas o que importa é o sorriso de quem joga ao seu lado.
Também dividimos tempo com TMNT: Turtles in Time, uma explosão de nostalgia e ação simples, mas eficaz. Jogar esse beat ‘em up com ela foi quase como apresentar uma parte da minha infância — e ver que, mesmo décadas depois, a diversão continua intacta.
⚔️ Os mundos que me desafiaram
Nem só de nostalgia foi feito 2025.
Entre os jogos que mais me marcaram, está Hollow Knight (Switch) — e seu sucessor espiritual, SilkSong.
Ambos são experiências intensas, quase meditativas. Existe algo de profundamente humano na solidão daquele cavaleiro silencioso, perdido em um mundo decadente e cheio de mistério. Cada chefe derrotado é uma pequena vitória sobre o próprio medo e a persistência. Já SilkSong expande esse universo com elegância, mantendo a essência da exploração e da superação.
Outro jogo que dominou muitas das minhas horas foi Hades (Switch).
Zagreus e sua busca incansável por escapar do submundo criam um ciclo vicioso e viciante. O gameplay fluido, os diálogos espirituosos e a sensação de aprendizado constante transformam cada tentativa em um prazer. É um jogo sobre persistência, mas também sobre autoconhecimento.
🧙♂️ Histórias que me acompanharam
Mas se falamos de narrativas, poucos títulos foram tão impactantes quanto Clair Obscur: Expedition 33.
Este foi, sem dúvidas, o jogo que mais me surpreendeu. Um RPG que mistura arte, filosofia e emoção, com personagens que parecem existir além da tela.
Maelle, Verso, Renoir e o resto da trupe me acompanharam por semanas — e ao final, senti um vazio semelhante ao de terminar um bom livro. Foi, para mim, a maior revelação do ano e, possivelmente, o grande vencedor do meu Game Awards pessoal.
Na outra ponta do espectro, mergulhei novamente em dois gigantes: Red Dead Redemption 2 e The Witcher 3.
Do Velho Oeste à fantasia sombria, ambos continuam sendo aulas de narrativa e imersão. Arthur Morgan e Geralt de Rivia representam dois arquétipos opostos — o homem que tenta se redimir e o bruxo que busca entender seu lugar em um mundo que o rejeita. Ambos me lembraram o quanto os jogos podem ser, de fato, uma forma de arte madura.
🧒 Aventuras, decepções e novas promessas
Nem tudo foi perfeito, claro.
Digimon Survive, por exemplo, tinha uma proposta interessante, mas acabou me deixando dividido. É curioso: às vezes o jogo não é ruim, apenas não conversa com o que você esperava naquele momento. Mesmo assim, guardo carinho por ele — porque todo jogo deixa algo, mesmo que seja uma lição sobre expectativa e paciência.
E ainda no radar, dois títulos que provavelmente encerrarão meu ano de forma especial: Digimon Story Times Stranger (ainda por jogar) e Pokémon Legends Z-A, que promete ser uma nova jornada para o universo que mais marcou minha infância.
🎮 Conclusão: o começo de uma nova tradição
Escrever sobre cada um desses jogos foi como revisitar os dias, as noites e as emoções que vivi com eles. Cada partida, cada história e cada tela de “continue?” se misturam às lembranças do meu próprio 2025.
Essa é a beleza dos videogames: eles não são apenas entretenimento, mas espelhos do nosso tempo e das pessoas com quem o compartilhamos.
E é por isso que decidi fazer dessa postagem o início de uma nova tradição — uma retrospectiva anual dos jogos que me acompanharam, com direito a categorias, prêmios e reflexões pessoais.
Na próxima parte, vou detalhar meu “Video Game Awards 2025”, com os indicados, vencedores e curiosidades de cada categoria.
Até lá, deixo uma certeza: mais do que jogar, esse ano foi sobre viver experiências que continuarão pulsando em mim — pixel por pixel, memória por memória.
