Melhores jogos de RPG para Nintendo Switch
O Nintendo Switch virou um dos melhores lugares pra jogar RPG:
- dá pra continuar uma campanha longa no sofá,
- levar no transporte,
- jogar uma horinha antes de dormir,
- e voltar mais tarde sem sentir que a experiência quebrou.
Entre ports, exclusivos, indies e clássicos ressuscitados, o problema não é falta de opção — é justamente o contrário: tem RPG demais.
Essa lista não é um “ranking definitivo”, mas um mapa pra te ajudar a encontrar que tipo de RPG combina com o jeito que você quer usar o Switch:
jogar em sessões longas na TV, em bursts curtos no portátil, ou alternando entre os dois.
1. The Legend of Zelda: Breath of the Wild / Tears of the Kingdom
Mesmo sendo frequentemente classificados como “jogos de aventura”, é impossível falar de RPG no Switch sem mencionar:
- Breath of the Wild,
- e seu sucessor Tears of the Kingdom.
Eles misturam:
- exploração completamente aberta,
- construção de build via equipamentos, comidas e elixires,
- liberdade de abordagem em combate.
Por que funcionam tão bem no Switch:
- São perfeitos pra “passeios curtos”:
- entrar no jogo,
- caminhar até um ponto do mapa,
- resolver um Shrine ou um puzzle,
- sair satisfeito sem precisar avançar a história principal.
Se você gosta de RPG onde a jornada é tão importante quanto o objetivo, esses dois são praticamente obrigatórios.
2. Xenoblade Chronicles: Definitive Edition / Xenoblade Chronicles 2 / Xenoblade Chronicles 3
A série Xenoblade no Switch é:
- sua porta de entrada pra RPGs gigantescos,
- com mundos abertos cheios de quests,
- sistemas profundos de combate em tempo real,
- e histórias que não têm vergonha de ser dramáticas e estranhas.
Diferença de “clima” entre eles:
- Xenoblade 1 DE
- Mais direto, com sensação de jornada clássica.
- Ótimo ponto de partida.
- Xenoblade 2
- Mais anime, mais exagerado, mais sistemas sobre sistemas.
- Pode assustar no começo, mas recompensa quem insiste.
- Xenoblade 3
- Mistura maturidade de trama com combate moderno,
- Traz um peso emocional grande desde cedo.
São jogos que pedem tempo e rendem dezenas ou centenas de horas.
3. Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition
Se você quer um RPG clássico de turnos, mas com acabamento moderno, Dragon Quest XI S é candidato perfeito.
- Batalhas por turno,
- vilas, dungeons, mundo colorido,
- elenco carismático,
- uma história que parece familiar e, justamente por isso, aconchegante.
A versão de Switch ainda traz:
- trilha orquestrada,
- modo 2D,
- ajustes de qualidade de vida.
Ele encaixa muito bem na rotina de quem:
- quer sentar na TV e jogar “como sempre jogou JRPG”,
- mas também continuar uma dungeon rapidinho no modo portátil antes de dormir.
4. Octopath Traveler / Octopath Traveler II
Octopath Traveler trouxe de volta o charme dos JRPGs 16-bit com:
- visual HD-2D (pixel art + efeitos de iluminação modernos),
- oito protagonistas com histórias próprias,
- combate por turnos baseado em quebrar defesa de inimigos.
O segundo jogo melhora bastante:
- ritmo,
- interações entre personagens,
- sensação de mundo mais coeso.
Perfeito pra quem:
- gosta de batalha por turno com camada tática,
- quer se perder em trilhas e visuais bonitos,
- e curte jogar “em blocos”:
- hoje avanço a história de um personagem,
- amanhã de outro.
5. Fire Emblem: Three Houses
Se você quer algo que mistura:
- RPG tático,
- gerenciamento de relacionamento,
- simulação de “vida escolar militar”,
Fire Emblem: Three Houses é um dos grandes do Switch.
Você:
- escolhe uma casa,
- dá aula,
- treina alunos,
- monta esquadrões,
- participa de batalhas táticas em grid.
Ele funciona muito bem em modo portátil porque:
- algumas sessões podem ser puramente de gerenciamento (dar aulas, conversar, preparar o mês),
- outras mais de combate.
É um RPG onde você se apega aos personagens não só pelas batalhas, mas porque convive com eles.
6. Pokémon Legends: Arceus / Pokémon Scarlet & Violet
A série Pokémon encontrou no Switch um espaço de transição:
- do modelo clássico por rotas,
- pra experimentos de mundo semiaberto.
Legends: Arceus:
- Foca mais em exploração e captura,
- com mapas amplos,
- sensação de pesquisa de campo,
- combate mais fluido no contexto do mundo.
Scarlet & Violet:
- Tentam um mundo realmente aberto,
- com estrutura mais solta,
- mesmo com problemas técnicos.
Pra quem cresceu com Pokémon de portátil, jogar esses no Switch é como:
ver a série finalmente se dobrando à fantasia que a nossa cabeça já imaginava na época do Game Boy.
7. Shin Megami Tensei V
Pra quem quer um RPG mais difícil, seco e atmosférico, SMT V é uma ótima pedrada.
- Combate por turnos com foco em explorar fraquezas e resistências,
- fusão de demônios,
- mundo estiloso e estranho,
- tom mais sério do que muita coisa de anime leve.
Ele não é tão voltado pra social/life sim como Persona,
mas é excelente pra quem gosta de batalha tática com margem pequena pra erro.
8. Persona 4 Golden / Persona 5 Royal
Com a chegada de ports recentes, o Switch ganhou dois gigantes do RPG moderno:
- Persona 4 Golden
- Cidade pequena,
- mistério de assassinato,
- atmosfera de “verão eterno numa cidade do interior”,
- mistura vida escolar + dungeon crawling.
- Persona 5 Royal
- Clima urbano estilizado,
- tema de rebelião contra autoridades e hipocrisia,
- interface marcante,
- trilha inesquecível.
Ambos são ideais pra:
- quem gosta de rotina:
- estudar,
- sair com amigos,
- gerenciar o calendário,
- e depois mergulhar em dungeons.
No Switch, eles brilham porque você pode:
- jogar uma semana do calendário por vez,
- ou maratonar dungeons no fim de semana.
9. Divinity: Original Sin 2 – Definitive Edition
Se você curte RPG isométrico, denso, cheio de liberdade,
Divinity: Original Sin 2 no Switch é quase uma loucura técnica.
- Batalhas táticas em turno,
- muitas formas de resolver a mesma situação,
- diálogos com várias possibilidades,
- coop (inclusive com outros dispositivos).
É um RPG que pede:
- leitura,
- paciência,
- curiosidade.
Mas recompensa com aquela sensação de:
“eu realmente inventei meu próprio jeito de resolver isso, não fiz o que o jogo mandou.”
10. Disco Elysium: The Final Cut
Quase mais romance interativo do que RPG tradicional,
Disco Elysium é sobre:
- interpretar um detetive quebrado,
- numa cidade quebrada,
- lidando com política, memória, vício e responsabilidade.
As “habilidades” aqui são:
- vozes internas na sua cabeça,
- aspectos da sua psique que discutem com você o tempo todo.
Não é RPG de grinding, nem de combate,
é RPG de texto, escolha e consequência.
No Switch, funciona muito bem como:
- livro interativo pesado,
- pra ler em sessões longas ou em capítulos menores.
11. Monster Hunter Rise
Monster Hunter Rise é meio caminho entre:
- RPG de loot,
- jogo de ação,
- experiência social cooperativa.
Você:
- caça monstros gigantes,
- farma material,
- monta sets de armadura,
- ajusta arma pro seu estilo.
É um RPG em que a “história” principal é:
- entender o movimento dos monstros,
- decorar animações,
- se aprimorar como jogador.
No Switch, ele brilha por causa da:
- portabilidade (farmar uma caçada rapidinha),
- possibilidade de jogar online no sofá.
12. Triangle Strategy
Tático em grid com:
- estética HD-2D,
- história política,
- escolhas morais que realmente mudam o rumo da trama.
Triangle Strategy é pra quem:
- sente saudade de jogos como Final Fantasy Tactics / Tactics Ogre,
- mas quer algo polido, moderno, bonito.
As batalhas pedem:
- leitura de terreno,
- sinergia de unidades,
- atenção a altura, empurrões, ataques combinados.
É ótimo pra jogar em modo portátil uma batalha por vez.
13. Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
Port de um RPG que mistura:
- visual inspirado em animação tradicional,
- trilha orquestrada,
- combate em tempo real com monstros que lembram familiar/creatures.
A força de Ni no Kuni está:
- no clima de conto de fadas triste,
- na estética que parece desenho animado interativo.
No Switch, ele fica ainda mais aconchegante:
- perfeito pra quem quer sentir aquele “RPG de PS2/PS3” em formato portátil,
- com clima de filme animado longo, pra ir degustando aos poucos.
14. Darkest Dungeon
Se você gosta de RPG punitivo, Darkest Dungeon é uma das experiências mais marcantes disponíveis no Switch:
- exploração de masmorras em 2D,
- combate em turno,
- sistema de stress,
- personagens que enlouquecem ou desenvolvem traços negativos.
É um jogo sobre:
- aprender a aceitar perda,
- construir estratégia em torno de risco,
- se apegar a heróis e perder alguns pra sempre.
Funciona muito bem no portátil porque:
- cada incursão na dungeon é uma sessão clara,
- você sente progresso mesmo quando volta destruído.
15. Undertale / Deltarune (Capítulos 1 e 2)
Pra fechar com dois nomes que dobram o gênero pela lateral:
- Undertale
- Deltarune (caps. 1 e 2)
São jogos que brincam com:
- expectativa de combate,
- escolhas morais,
- metalinguagem,
- humor e melancolia.
Não são “RPGs gigantes de 100 horas”,
mas são os tipos de experiências que lembram por que o gênero é tão flexível.
No Switch, são perfeitos pra:
- zerar em poucos dias,
- mostrar pra amigos,
- revisitar certos trechos em runs diferentes.
Como escolher o RPG certo pra você no Switch
Em vez de tentar jogar tudo, vale pensar em como você usa o console:
- Sessões longas na TV, fim de semana
- Dragon Quest XI S
- Xenoblade (qualquer um)
- Divinity: Original Sin 2
- Persona 5 Royal
- Sessões curtas no portátil, antes de dormir ou no transporte
- Octopath Traveler
- Fire Emblem: Three Houses
- Darkest Dungeon
- Undertale / Deltarune
- Exploração livre, “vou andar e ver o que acontece”
- Zelda: Breath of the Wild / Tears of the Kingdom
- Pokémon Legends: Arceus
- Monster Hunter Rise
No fim, o Switch virou uma espécie de biblioteca portátil de RPG,
onde você pode ter, no mesmo aparelho:
- algo gigante e sério pra maratonar,
- algo estranho e indie pra zerar em poucas horas,
- algo tático pra jogar “uma batalha por vez”.
Se você curte RPGs que começam simples e vão ficando mais profundos à medida que você entende o sistema, também vale conferir o texto sobre Charms essenciais para o começo de Hollow Knight, que mostra como um metroidvania moderno usa pequenos ajustes de build pra mudar completamente a sua experiência de exploração.

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